Por MAAQUEZ
Em 06/10/2013
Insustentável é o equilíbrio
Entre o querer
E o sorrir
Pois, neste mundo lascivo
Onde o gozo precede o ‘Eu te amo’
Ter predileção pelo segundo
Denota aberração extemporânea
Similar ao viajante dum tempo longínquo
Que não fez o download da versão atualizada
Do software onde rodam
As relações desta sociedade sensualizada
Tornando-o incompatível
Com este agrupamento de indivíduos
Que acreditam ser-lhes mais caro
O falo que entremeia os membros
Ao sentimento que desabrocha entre os lábios
Um mundo vazio de tudo
Mas cheio de ‘sarro’
Onde se almejam preencher orifícios alheios
Um ato desencorajado
De se repetir no próximo alvorecer
Futuro distante
Terreno perigoso
Pois significa compromisso
Palavra riscada do dicionário
Dos modernos amantes ‘ficantes’
Essa horda do novo século
Que nos rouba a inocência
Em troca de prazer fácil
E fugaz
domingo, 6 de outubro de 2013
domingo, 29 de setembro de 2013
DUAS CRIANÇAS
Somos duas crianças!
Ou fomos?
Que
acreditaram em um mundo de sonhos.
Num eterno
campo florido.
Onde não
haveria lugar para espinhos,
Nem para a dor.
Fomos duas
crianças!
Será mesmo?
Até que um
dia,
Em marcha extremamente
forçada,
Guindados,
fomos, a maturidade tardia,
Sem escalas,
Sem bilhete
de volta,
Nem
despedida.
Seriamos
duas crianças,
Talvez?
Lindas e
cobiçadas!
Em sua
gaiola dourada,
Protótipo por
todos almejado.
Vivendo um
conto de fadas!
Só que, fadas,
não existem!
A não ser
num mundo fantástico,
Que bem conhecemos,
por tê-lo habitado.
Queria
sermos nós,
Outra vez,
Duas
crianças.
A correr de
mãos dadas pelos campos floridos,
Sem nos
preocuparmos com o amadurecer tardio,
Apenas com o
viver!
Ser amigos das
fadas,
Num mundo
fantasticamente real,
E de real felicidade!
Por que não
duas crianças?
Novamente!
Pois, ser adulto,
Dói.segunda-feira, 23 de setembro de 2013
A PRISÃO
A razão é a
prisão da emoção
Pois aborta
a prima questão:
Por que
fazer a questão?
Contenta-se
com aquilo,
Que olhos
sem brilho
Conseguem
alcançar
A custa do
novo,
Pelo
sacrifício do criar,
Em ritual
consumado
Em seu
dourado altar.
A razão é a
prisão da emoção
E da alma
Reduz a
existência entre sim e não
Deletando o
talvez
Pois o
caminho apenas bifurcar-se-á
Numa maniqueísta
composição
Onde mocinho
e bandido nunca serão facetas
De uma mesma
face cunhada
No metal que
pondera
Quanto vale
cada ser.
A razão é a
prisão da emoção
E do amor
Pois este não
se delimita.
Nem se tolhe.
Deixa-o
crescer, alastrar-se
Tal como a
erva daninha,
Mas sem os malefícios
dessa,
Dado que o
primeiro,
Em sua
essência simbiótica
Jamais
parasitará,
Contribuindo
para o engrandecimento da existência
Daqueles com
os quais envolver-se-á.
A razão é a
prisão!
Que nos
rouba a essência,
Dia-a-dia,
Pouco-a-pouco.
Endurece o
ser para a flor,
Para a chuva
que cai,
Para o mar
sem fim.
Torna a
alegria pueril
Em crise de
meia idade.
Tornando-nos
hóspedes compulsórios,
Desta interior
prisão sem muros
A qual nominamosRazão.
sexta-feira, 20 de setembro de 2013
UM TAL CAFONA ROMÂNTICO
'Esse cafona romântico...'
Começaria,
assim, a discorrer sobre mim
Pois é o que
sou!
Um sonhador incorrigível,
Talvez um louco
desvairado,
Que não se
enquadra, de certo,
Nesse mundo tão virtualizado.
Amo a vida a dois,
Apesar de andar maldizendo
o amor,
Com seus múltiplos
problemas
E infinitas alegrias
A rotina maçante
Mas que também dá
previsibilidade à vida.
Ai, Deus! Como curo
essa ansiedade
Por antecipar o que
está
nas entrelinhas?
Consulto os oráculos,
cartomantes?
Ou apenas vivo cada
dia?
Sou daqueles que ainda
acredita no olhar
E do que dele não se
pode depreender,
Mas se sente
Entre dois conectados
amantes.
Que se
encantam pelas afinidades,
Temem
pelas incompatibilidades
Mas sabem,
Lá no fundo,
Que juntos
podem caminhar.
quinta-feira, 19 de setembro de 2013
MALDIZENDO O AMOR
Não sou
capaz de compreender o amor!
Quando você
se entrega,
Alguém lhe
aponta, dedo em riste
Que o
caminho escolhido não é o melhor que existe.
Não sou
capaz de sentir o amor!
Mas, peraí?
Se me entrego, não quer dizer que o sinta?
‘Mas claro
que não!’, vão dizer,
Pois se
entregar não é sinal de querer.
Não sou
capaz de viver o amor!
Pois ele
está por aí, acolá.
Ele se
esconde, num gato-e-rato,
Uma
brincadeira que não sou capaz de jogar.
AMOR,
Cansei
de você!
Não consigo
te compreender!
Tão pouco te
sentir,
Muito menos vive-lo!
Escravizo-me
por você
E você, 'nem aí' comigo!
AMOR,
Te odeio!
Você não merece
o melhor de mim!
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